Igreja Batista em Fortaleza

A cidade de Fortaleza precisa ser alcançada pela Palavra de Deus

INÍCIO DAS IGREJAS BATISTAS EM FORTALEZA

 

Em 27 de dezembro de 1924 foi organizada a “Primeira Egreja Baptista do Ceará”, em Fortaleza. Por motivos desconhecidos esta igreja deixou de existir. A atual PIB Fortaleza, ligada a Convenção Batista Brasileira, foi organizada em 10 de agosto de 1930 e assumiu o posto como primeira igreja batista da cidade. 

A primeira igreja de doutrina Batista Regular de Fortaleza foi a Igreja Batista do Mucuripe, organizada em 10 de Julho de 1948. A Igreja Batista do Cordeiro veio a ser organizada algumas décadas depois pelo missionário Marvin Fray. 

Conheça mais sobre o movimento Batista nos texto abaixo.

MOVIMENTO BATISTA BRASILEIRO


Acredita-se que o primeiro missionário batista no Brasil tenha sido Thomas Jefferson Bowen. Ele era missionário americano na Nigéria, África, trabalhando entre os nativos da tribo iorubá. Depois de algum tempo na África, retornou aos EUA, e foi enviado, em 1860, para o Brasil, uma vez que muitos escravos que falavam o dialeto iorubá (língua corrente entre os negros traficados) e podiam ser alcançados, isto é, aderirem ao Evangelho.

Oito meses depois, devido a problemas de saúde e porque as autoridades o impediram de pregar o evangelho, visto que sua mensagem se distanciava dos ensinos católicos (até então a religião oficial do país), Bowen precisou retornar ao seu país, desta vez em definitivo.


Imigrantes dos Estados Unidos fundaram a primeira igreja batista do Brasil. Na foto, a Capela do Campo, no Cemitério do Campo, em Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo.

Posteriormente, por força da Guerra Civil Americana de 1865, confederados do Sul dos Estados Unidos começam a buscar outras terras de potencial agrícola. O Brasil foi um dos países escolhidos. Logo, em 1867, grupos de estadunidenses que somaram mais de 50.000 pessoas desembarcam nos portos brasileiros em busca de refúgio e terra fértil, vasta e barata. Avançando para o continente, escolhem a cidade de Santa Bárbara d'Oeste para adquirirem terras e fixarem residência. Entre os emigrados, a maioria professava o protestantismo, muitos eram batistas. Já em 1870, fizeram publicar um "Manifesto para Evangelização do Brasil." Tal manifesto, assim que publicado contou com assinaturas de Presbiterianos, Metodistas, Congregacionais e, por um batista, o jovem Pastor Richard Ratcliff, um dos emigrados, cuja família havia convertido através de Thomas Jefferson Bowen nos Estados Unidos. Em 1871, Batistas emigrados dos Estados Unidos organizam a Primeira Igreja Batista no Brasil Para Estrangeiros em Santa Bárbara d'Oeste. Anos mais tarde, em 1879, outro grupo de emigrados faz surgir a segunda Igreja Batista em solo brasileiro, em Santa Bárbara d'Oeste, no bairro da Estação, onde, atualmente, se localiza a cidade de Americana.

Os Batistas de então, em Santa Bárbara d'Oeste, se unem para solicitar, à Junta de Richmond, dos Estados Unidos, o envio de missionários ao Brasil. O trabalho de evangelização foi intenso e os brasileiros tornaram-se menos preconceituosos quanto à nova doutrina. Em 1881, chegam William Buck Bagby e Ana Luther Bagby; Zacarias Taylor e Katarin Taylor. Os primeiros missionários são recebidos em Santa Bárbara d'Oeste e logo filiam-se à Igreja Batista existente e começam a estudar a língua portuguesa, tendo Antonio Teixeira de Albuquerque como professor.Pouco tardou para que os dois casais de missionários, unindo-se a Antonio Teixeira de Albuquerque rumassem para o Estado da Bahia, onde em 15 de outubro de 1882, organizaram a primeira congregação formada por brasileiros e a chamou de Primeira Igreja Batista do Brasil Para Brasileiros em Salvador (seria, oficialmente, a primeira igreja Batista do Brasil, embora já houvesse duas outras Igrejas Batistas, organizadas por imigrantes norte-americanos, residentes na região de Santa Bárbara do D'Oeste e Americana, em São Paulo.[19]). Em um ano, aquela igreja já contava setenta membros. Salvador também possuía uma comunidade de estadunidenses que fugiram da Guerra de Secessão.

Enquanto isto, no Recife, o missionário batista William Buck Bagby participa da conversão do sacerdote católico Antônio Teixeira de Albuquerque. Por causa de perseguição, Teixeira de Albuquerque tentou refugiar-se em Maceió, sua terra natal, mas acabou mais tarde escolhendo Capivari, no Estado de São Paulo. Vindo a conhecer os batistas em Santa Bárbara d'Oeste, batiza-se, é ordenado pastor e ajuda a comandar a evangelização que se iniciava entre brasileiros, franceses, ingleses e estadunidenses. O Pastor Antonio Teixeira de Albuquerque, casado, rumou a Maceió, onde organiza a Primeira Igreja Batista e prega para seus pais. A vida de Teixeira de Albuquerque foi curta, vindo a falecer aos 46 anos de idade. De Salvador, os missionários seguiram para outras capitais, plantando igrejas. De volta a São Paulo, com outros missionários recém-chegados foram organizando outras novas igrejas a partir de 1899 em São Paulo, Jundiaí, Santos, Jacareí, Campinas, São José dos Campos, entre outras cidades. Já em 1904, eram sete Igrejas Batistas no Estado de São Paulo. Essas, reunindo-se em Jundiaí, organizaram, em 1904, a Convenção Batista do Estado de São Paulo, então chamada de União Baptista Paulistana. Entretanto, vale destacar que o missionário Salomão Luiz Ginsburg havia sido o primeiro a sugerir, ainda em 1894, a organização de uma convenção de âmbito nacional dos batistas brasileiros, ideal este que viria a se concretizar em 1907.[19]

Antes da Proclamação da República em 1889, a religião oficial do Brasil era a Católica Romana, conforme estabelecido na Constituição Imperial de 1824, e havia limitações à liberdade de culto, embora o culto em si e a divulgação (pregação) fossem permitidos. Cumpre destacar, nesse contexto, que o imperador D. Pedro II tinha o casal missionário Kalley em alta estima, e nunca se opôs ao surgimento do protestantismo no país; muito pelo contrário, era um leitor ávido da Bíblia Sagrada, e até mesmo ouvia os missionários pessoalmente, tendo-se encantado pelas Sagradas Escrituras. Há registros, inclusive, de que quando um colportor (vendedor de Bíblias) protestante foi preso, em razão da atividade que exercia, por um delegado no Sergipe, o imperador prontamente mandou soltá-lo, apontando que não havia justificativa nenhuma para a prisão, visto que as leis do Império não proibiam aquela atividade.

Não obstante, havia entre a população forte intolerância contra os protestantes; o missionário batista Salomão Luiz Ginsburg, por exemplo, chegou a correr perigo de morte, por causa de uma multidão que veio com enxadas e paus na direção dele, acreditando que ele era um dos anticristos dos últimos dias, conforme o padre local havia dito[29]. Todavia, em 1891 a liberdade religiosa estaria consagrada na nova Constituição (ainda que, por ora, apenas no papel), porém ainda passariam muitas décadas até que os batistas e outros grupos evangélicos fossem mais bem aceitos pela sociedade.


Primeira Igreja Batista de João Pessoa, na Paraíba, Brasil. Fundada em 1914 (embora a inauguração do templo viesse a ocorrer só em 1957). Nos primeiros vinte e cinco anos de trabalho (desde 1882), Bagby e Taylor, auxiliados por outros missionários, e por um número crescente de brasileiros, evangelistas e pastores, já tinham organizado 83 Igrejas, com aproximadamente 4.200 membros. A. B. Deter, Zacarias Taylor e Salomão Ginsburg concordaram, então, em dar prosseguimento ao plano de criar uma convenção de âmbito nacional. Em seguida, eles conseguiram a adesão de outros missionários e de líderes brasileiros, inclusive Francisco Fulgêncio Soren. Em 1907, em Salvador, com a presença e apoio de 43 delegados, mensageiros e representantes de 39 igrejas e organizações, é realizada, em sessão solene, a primeira Assembleia da Convenção Batista Brasileira.

A motivação básica da criação da Convenção foram missões, e falava-se então na evangelização de Portugal, Chile e África. Foram criadas duas Juntas Missionárias: a de Missões Nacionais e a de Missões Estrangeiras (hoje Missões Mundiais). Além dessas, foram criadas várias outras Juntas; ao todo, sete. As áreas de Missões, Educação Religiosa e Publicações, Educação Teológica e Educação (em geral), foram as que receberam maior atenção dos convencionais.

Com o passar das décadas, as igrejas cresceram e se multiplicaram, sendo que o evangelismo era realizado ativamente pelos membros das igrejas e pelos pastores e missionários, tanto brasileiros quanto estrangeiros. Centenas de missionários foram enviados por igrejas e juntas norte-americanas até as regiões mais remotas do Brasil, e posteriormente vieram vários professores e educadores para aprofundar e consolidar o ensino teológico nos seminários, muitos dos quais foram construídos graças à contribuição e financiamento dos crentes americanos.

OS BATISTAS REGULARES NO BRASIL


Em 1932, após o surgimento do movimento Batista Regular nos Estados Unidos duas missões batistas foram reconhecidas pelo movimento: A Baptist Mid-Missions (BMM) fundada em 1920 pelo ilustre missionário Dr. William C. Haas, e a Association of Baptists for World Evangelism (ABWE), fundada em 1927 com o nome inicial de ABEO (Association of Baptists for Evangelism in Orient) pelo Dr. Raphael C. Thomas.


O movimento chegou à Região Nordeste em 1935, inicialmente com o esforço pioneira e independente dos missionários William A. Ross e Edward Guy McLain. McLain ao chegar ao Brasil se instalou em Juazeiro do Norte/CE.


Porém, apenas em 15 de dezembro de 1943 a primeira igreja Batista Regular foi fundada no Brasil, Primeira Igreja Batista Regular em Manaus-AM.


Já o primeiro Seminário foi o Batista do Cariri. A história do Seminário Batista do Cariri (SBC) está estreitamente ligada à da implantação do trabalho batista regular no Brasil. Suas origens remontam ao ano de 1946, quando foi fundado em Juazeiro do Norte-Ce o então Instituto Bíblico Batista, destinado à formação de obreiros. Na década de 1960, o instituto passou a se chamar Seminário Batista do Cariri. Em 1996, ao comemorar seu jubileu de ouro, o SBC transferiu-se para a cidade do Crato-Ce, onde funciona atualmente.


A Associação das Igrejas Batistas Regulares do Brasil (AIBREB) nasceu em 1954, pelo o destacado missionário Jim Wilson. Esta Associação nasceu com a intenção de manter a união doutrinária das igrejas batistas regulares.


Atualmente o movimento Batista Regular brasileiro tem presença em todos os estados brasileiros e conta com seminários em quase todas as regiões do Brasil.


A AIBREB em parceria com a Editora Batista Regular elaborou um livro que pontua os principais distintivos dos Batistas Regulares no Brasil.
1) Bíblia como única regra de fé e prática.
2) Autoridade de Cristo como o Cabeça da Igreja.
3) Trabalho dividido em dois ofícios: pastores e diáconos.
4) Imersão (batismo) e Ceia: as duas ordenanças.
5) Sacerdócio individual de cada crente.
6) Todos os membros regenerados e batizados.
7) Autonomia da igreja local.
8) Separação entre a Igreja e o Estado, e da heresia.


Para concluir gostaria de mencionar um trecho do documento de formação da General Association of Regular Baptist Churches:


“…que [esta associação] irá lutar, sem vacilar, pelos grandes Fundamentos do cristianismo histórico. Que esta associação irá proteger e promover a independência das igrejas locais, e a separação entre igreja e estado. E que sempre irá procurar espalhar o Evangelho aos confins da terra, ao mesmo tempo edificando os crentes na mais sagrada fé, e assim honrar nosso Senhor Jesus Cristo como o cabeça da Igreja e Senhor da ceifa.”


Assim foi como que aqueles homens entenderam o que significa o nome “Batista Regular”. Então, mesmo com os diversos problemas que são oriundos do separatismo podemos perceber que o movimento Batista Regular é destacado pela sua firmeza doutrinária, amor inegociável a Jesus Cristo e desejo em fazê-Lo conhecido em toda a Terra.

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A Igreja Batista do Cordeiro de Fortaleza é uma comunidade compromissada, desde sua fundação, com a pregação fiel da Palavra de Deus. Com isso promovemos uma comunhão sincera com Jesus e com a irmandade cristã e buscamos proclamar Jesus até os confins da Terra.

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